Sobre a casuística[1]

"Anillos de Borromeo de barro" de Carmen Isabel Labrador Farinã

As reuniões clínicas no CLAC discutem os casos em atendimento de acordo com alguns pontos que destacamos aqui da casuística em psicanálise:

1) A demanda e a transferência: sendo da ordem da subjetivação, a demanda se realiza sob à transferência e deve explicitar a queixa do paciente - Como se realizou sua implicação subjetiva? - O que permitirá o desenvolver do tratamento de seu sintoma no decorrer do “tempo limitado” que lhe foi proposto.  
2) O diagnóstico: para um tratamento de curta duração é necessário elaborar um diagnóstico a partir das primeiras consultas. Durante as três primeiras sessões, procura-se identificar o diagnóstico. Para que, a partir de então, possa avaliar a possibilidade de aceitar ou não o caso para o tratamento.
3) A direção do tratamento: consiste em explicitar como o tratamento está sendo conduzido. Qual foi o sintoma isolado? Quais intervenções foram realizadas? E com relação ao fim do tratamento, quais foram os efeitos terapêuticos alcançados? A direção de um "ciclo de tratamento" (Miller, Teoria dos ciclos) inclui o sintoma como sintoma analítico. O sintoma como aquele capaz de ser analisado, o que permitirá avaliar a possibilidade de obter efeitos terapêuticos rápidos neste processo de "ciclo"A Supervisão do caso, portanto, contribuirá nesta casuística.

 Equipe CLAC
 Rio de Janeiro, 20O7.





[1] J. Lacan fala de ‘casuística’ na “Ata de Fundação da Escola Freudiana de Paris”.