A psicanálise compreende o sintoma como uma formação
do inconsciente. Diferente das demais formações, o sintoma se manifesta como aquilo que falha, que talha a ordem simbólica. É nesse sentido que, Lacan aponta o sintoma como o único real
semântico. Por não ser passível de sentido, o sintoma é aquilo que está na ordem do real. É no registro do real, portanto, que ele conserva um sentido.
Assim podemos dizer que, seria o sintoma o único e verdadeiramente real. De modo que ele se localiza no laço entre o real e o simbólico. Visto que, o sintoma é uma formação do inconsciente, porém não como as outras formações, como todas as demais é o que não funciona, o que falha. Porém seria o único real semântico, real porque não é dócil a todo sentido. Ele seria o único verdadeiramente real e, desse modo, está no enlaçamento entre o real e o simbólico (Miller, J.-A. 1987).
Assim podemos dizer que, seria o sintoma o único e verdadeiramente real. De modo que ele se localiza no laço entre o real e o simbólico. Visto que, o sintoma é uma formação do inconsciente, porém não como as outras formações, como todas as demais é o que não funciona, o que falha. Porém seria o único real semântico, real porque não é dócil a todo sentido. Ele seria o único verdadeiramente real e, desse modo, está no enlaçamento entre o real e o simbólico (Miller, J.-A. 1987).
A psicanálise de orientação lacaniana nos revela que o sintoma aponta a singularidade do
sujeito. Se ele consente a dar outra coisa além de sentido, é no reencontro de
suas palavras com o corpo que ele, então, advém. Na prática analítica que se realiza não se trata de pedaços, de fatias de análise que Freud considerava dentro de uma cura interminável, nem de um benefício
terapêutico efêmero, mas de um ciclo que contraria o curto-circuito da fantasia
que encobre um gozo. Decerto, o que se dá como efeito terapêutico rápido supõe
uma perda de gozo.
A ênfase sobre a efetividade do tratamento
de tempo limitado implica que o acento não seja colocado sempre sobre a duração
precisa em número de sessões. Não se trata de um dispositivo adaptado que fará
das terapias breves ou focais uma prática desvalorizada, nas quais o sintoma é
sempre o que orienta o tratamento.
Estamos apoiados no campo da psicanálise aplicada à terapêutica cuja bússola é o sintoma. Nela o efeito terapêutico é o resultado de uma prática psicanalítica que se diferencia da prática de uma psicoterapia.
Estamos apoiados no campo da psicanálise aplicada à terapêutica cuja bússola é o sintoma. Nela o efeito terapêutico é o resultado de uma prática psicanalítica que se diferencia da prática de uma psicoterapia.
O ‘desejo do analista’, por sua vez, orienta a
leitura que se faz sobre o sintoma. Entende-se, de acordo com a expressão cunhada por Miller de "ler o sintoma" - da palavra à pulsão, do Outro ao sintoma. Uma leitura do
sintoma que não é o produto do discurso do mestre, discurso próprio às
psicoterapias, nem o resultado de uma identificação ao analista. Trata-se de um efeito
terapêutico que não responde a uma mudança de sentido, mas a um trabalho
sobre o sintoma que se realiza na demanda e na direção do tratamento. Os
efeitos terapêuticos são, à propósito da psicanálise, efeitos sobre o sintoma e decorrem da
possibilidade de serem lidos e deslocados dentro do tempo limitado de “um ciclo”. Eles
se distinguem dos ‘efeitos de verdade’ próprios ao atravessamento da fantasia fundamental com os quais o
passe realiza sua construção.
Equipe CLAC
Centro Lacaniano de Atendimento e Consultas.
Centro Lacaniano de Atendimento e Consultas.
