Psicanalista, Membro da Escola
Brasileira de Psicanálise, da Escola de Orientação Lacaniana e da Associação
Mundial de Psicanálise. Doutora em Teoria Psicanalítica pelo PPGTP/UFRJ.
Endereço eletrônico: mirtazbrun@gmail.com
Resumo: O texto faz um percurso no ensino de
Jacques Lacan, de sua concepção do tratamento possível das psicoses consideradas
como déficit de um significante primordial. À sua concepção como clínica do que
faz suplência para cada sujeito à foraclusão do gozo, na qual podemos situar
as psicoses ordinárias.
Palavras-chave: foraclusão generalizada, pré-psicose, psicoses ordinárias, clínica das suplências.
Palavras-chave: foraclusão generalizada, pré-psicose, psicoses ordinárias, clínica das suplências.
Abstract: This paper explores a route in
Jacques Lacan’s teaching from its conception of the possible treatment of
psychoses considered as a deficit of a primordial significant to its clinical
conception of supply, for each subject, to the foreclosure of jouissance, where
we can find ordinary psychosis.
Key
words: generalized foreclosure, pre-psychosis, ordinary psychosis, clinical
supply.
Introdução
Algumas perguntas nos servem de
introdução às discussões em torno ao tema do diagnóstico diferencial das
psicoses e as psicoses ordinárias, que hoje se mantém no Campo Freudiano. Como
começa uma psicose? A partir de quando se pode falar que alguém tenha desencadeado
uma psicose? Que permite nas entrevistas preliminares orientar-se para um
diagnóstico de psicose? Interrogamos aos
que nos confrontamos na clínica das psicoses, frente ao desafio de “não retroceder
diante das psicoses”, como nos ensina Lacan, e, diante da tarefa teórica de pensar
a psicanálise a partir das psicoses, segundo a aposta de Jacques-Alain Miller.[2] Miller chama a esta clínica de “clínica
diferencial das psicoses”, no entanto o diagnóstico das psicoses nos orienta na
clínica das neuroses. Para que se possa admitir que a psicose seja um dado
inicial e para o que chamamos de normalidade ser entendido como a super-imposição de
um sintoma sobre a própria psicose, torna-se então necessário esta inversão.[3]
Para esclarecer o problema da clínica
diferencial das psicoses, Miller propõe como fundamento dessa clínica, uma
clínica universal do delírio, a qual toma como ponto de partida o seguinte:
todos os nossos discursos não passam de defesa contra o real. Seria esta uma
‘clínica irônica’, a que supõe que não há como se defender contra o real, “tal
como na ironia do esquizofrênico, que não se defende do real por intermédio do
simbólico”.[4]
O significante primordial: a primeira clínica lacaniana sobre a psicose.
A clínica nos mostra que em algum
momento da vida, o sujeito é chamado a responder com um significante primordial. Se não conta com ele, este momento se constitui num momento inaugural, no qual
o ‘acontecimento’ eleva-se ao nível de uma demanda fundamental. Demanda esta que
virá a comover toda a estrutura. No coração desta experiência encontramos um
transtorno de linguagem, no qual segundo o axioma lacaniano, o foracluído do
simbólico, retorna no real. Quer dizer “a possibilidade de uma Verwefung
(foraclusão) primitiva, ou seja, de que alguma coisa que não foi jamais
simbolizada venha se manifestar no real”.[5] Estamos a um passo do
desencadeamento da psicose, com os concomitantes transtornos da linguagem. Na
maioria das vezes é nesse momento que se instala o delírio, que Lacan denominou
de metáfora delirante.
O delírio psicótico uma vez instalado
nos envia a foraclusão do Nome-do-Pai, a foraclusão do significante
primordial. Já o delírio generalizado, que Miller chamou de “foraclusão
generalizada”- a diferença do delírio psicótico -, nos envia a uma fenda, a
uma falta no grande Outro, a saber, a sua incompletude significante. A conseqüência
desta foraclusão generalizada, quer dizer, o delírio comum ou delírio generalizado,
é um delírio compartilhado e serve de laço social. O delírio do psicótico, ao
contrário, é de um sujeito, somente a ele pertence. Miller diz que “um
paranóico pode influenciar as massas, mas isso não quer dizer que ele transmita
seu sintoma. As massas podem ser submissas a uma influência paranóica, mas nem
por isso tornar-se paranóicas”.[6]
Sobre a foraclusão generalizada,
tomando a particular foraclusão de Nome-do-Pai como um caso de foraclusão
entre outros, Miller demonstra que há também a foraclusão do gozo. A
foraclusão do gozo oral. Quando Lacan distingue o Outro gozo, aquele que não
tem significante dizendo que “A/ mulher não existe”, entendemos que há uma
foraclusão do significante da mulher.[7] Diz que de certo modo, toda a espécie
humana “está louca”, porque não tem a fórmula significante da relação sexual, a
“Relação Sexual não existe”. Ele nos lembra
que nos anos 70, Lacan escreveu “todos são loucos”, frase que para Miller tem
sentido na foraclusão do significante A/ mulher (barrada). Desse modo a fórmula
da foraclusão freudiana (Verwerfung)
renovada por Lacan é suscetível de generalização.
O aforismo lacaniano: “todo o mundo é louco, todo o mundo delira”.
O aforismo lacaniano “todo o mundo é
louco, todo o mundo delira”[8], decorre da semblantização do Nome-do-Pai que Lacan opera no final de seu ensino, chamado por Miller de
“últíssimo Lacan”.[9] Torna-se desse modo necessário “não
apagar o semblante, mas recuperá-lo na sua dignidade instrumental” [10],
pois a experiência analítica adquire o valor de semblantização e o objeto
a e o menos phi, também considerados
semblantes. Porém, não se pode assimilar o delírio generalizado ao delírio psicótico,
porque o delírio generalizado não é o delírio psicótico. O transtorno da
linguagem, próprio ao delírio psicótico, em tanto surgimento do real é
desencadeado por um significante ligado ao sujeito que, sem embargo, lhe é
enigmático, estamos frente a um fenômeno elementar.
Os fenômenos elementares são
categorias da clínica psiquiátrica francesa e Lacan usou essa noção que M.
Katan introduziu em 1939.[11] São
fenômenos psicóticos que podem existir bem antes do desencadeamento de uma
psicose (podendo não estar presentes na atualidade do paciente), sem que tenha
havido necessariamente o desencadeamento de um estado psicótico em qualquer
outro momento.[12] Podem
ser classificados em: a) fenômenos que a clínica psiquiátrica chama de
"automatismo mental" - um conceito de G. G. De Clérambault que
permite agrupar dentro da sintomatologia do paciente tudo o que é vivido como
provindo do exterior: pensamentos, ordens, vozes - vividos como alheios,
impostos de fora e que decidem a conduta do sujeito; b) fenômenos que concernem
ao corpo, tais como sentimentos de decomposição corporal, de despedaçamento, de
estranheza quanto ao próprio corpo; c) relatos de experiências inefáveis, a
saber, vivências místicas de certeza absoluta, de comunhão com o Todo.
O importante do fenômeno elementar é o
seu caráter estrutural que mostraria, por exemplo, que o delírio é ele também,
um fenômeno elementar. Se o psiquiatra
francês G. G. De Clérambault sustentava a sua clínica no caráter de automatismo
daquilo que se apresentava, Lacan inovará ao localizar a riqueza da
fenomenologia da psicose no registro da fala. Nesse sentido, se a experiência da psicose é
um fio condutor no ensino de Lacan, isso se deve ao fato de “os loucos
demonstrarem exatamente no registro da linguagem a exterioridade do
inconsciente". Formulados, de início, em uma terminologia psiquiátrica, os
fenômenos elementares são apresentados por Miller numa tripartição: de ordem mental, de ordem corporal, e o que é da ordem da linguagem.[13]
Diagnóstico diferencial das psicoses ou clínica das suplências.
Alguns conceitos desenvolvidos por
Lacan no Seminário, livro 3: as Psicoses, fundamentam esta clínica com
psicóticos, como “clínica das suplências”, uma clínica do tratamento possível
das psicoses.
Em
seu artigo “Neuroses e psicoses” (1924) Freud já separava a melancolia das
psicoses, caracterizando a melancolia como a única neurose narcísica. Para Freud, as neuroses de transferência
correspondem a um conflito entre o Eu e o Isso, as neuroses narcísicas a um
conflito entre o Eu e Supereu, e as psicoses a um conflito entre o Eu e o mundo
externo. Anteriormente o termo, neuroses narcisistas, abrangia a totalidade das
psicoses. Se para a psicanálise de Orientação lacaniana o diagnóstico é
constituído pelo sintoma como um sintoma falado, este é sempre considerado dentro
de um laço social particular, que se escuta num discurso particular que é o
discurso psicanalítico. Este tipo de diagnóstico é denominado de diagnóstico
estrutural ou transferencial, para diferenciá-lo do diagnóstico psiquiátrico
que é descritivo e fenomênico.
De uma concepção na qual a psicose se
apresenta como estrutura deficitária a respeito da neurose, falta de um
significante que inscreva o Nome-do-pai, Lacan realiza a passagem a outra
concepção da clínica na qual, justamente, o modelo é a psicose, e a neurose uma
forma mais de suplência. Na primeira concepção para que a psicose se
desencadeie “é preciso que o Nome-do-pai foracluído, isto é, jamais advindo no
lugar do Outro, seja aí invocado em oposição simbólica ao sujeito”.[14] Na segunda concepção não se trata mais
de déficit, e nem do que faz suplência ou não à falta no Outro. Estamos agora na clínica diferencial das
psicoses e não mais não no diagnóstico estrutural decorrente do déficit do Nome-do-pai de que falamos acima. Uma clínica continuista ou borromeana que se
caracteriza pela foraclusão generalizada e pelas suas diferentes formas de suplência,
a saber, os singulares arranjos que cada sujeito realiza com seu gozo. [15]
Para falar de uma ‘clínica
diferencial das psicoses’ é importante considerar os pares
“esquizofrenia-paranóia” e “mania-melancolia”, em consonância com uma clínica
onde se devem também incluir as psicoses infantis e o autismo. Nesta nova maneira
de considerar a clínica não se pode confundir ‘pré-história da neurose’, com a ideia
de ‘pré-psicose’, porque esta nada tem a ver com pré-história da neurose. Entende-se por pré-psicose o conjunto dos
fenômenos que antecedem a eclosão da doença e que precedem o desencadeamento da
psicose propriamente dita. São os sinais produtivos da psicose: distúrbios
sensórios-perceptivos na forma de manifestações alucinatórias e distúrbios
relacionados a atividade delirante. Destacamos que existem duas concepções de
pré-psicose: uma sincrônica ou estrutural, histórica, desenvolvimentista,
referida ao tempo e outra diacrônica. O diagnóstico de pré-psicose é um
diagnóstico feito a partir de uma concepção descritiva da psicose, fundamentada
na existência dos fenômenos elementares.[16]
A primeira concepção, sincrônica ou
estrutural, se encontra associada à categoria de boderline e às
categorias em que se podem notar fenômenos produtivos. A segunda, a diacrônica,
está associada uma série de acontecimentos que preparam o surto. Lacan elaborou
uma noção de pré-psicose própria, a partir da concepção diacrônica ou
fenomênica desenvolvida pelo psiquiatra M. Katan com base no estudo das Memórias, do Presidente
Schreber de Freud.[17] Lacan
desenvolve sua noção de pré-psicose ao se interrogar onde começa a psicose.[18] Para
ele, o começo da psicose estaria associado a um encontro, ou bem a um
acontecimento sem saída, sem registro para o sujeito.
Psicose e psicoses ordinárias.
No ponto em que, para o neurótico, se inscreve o trauma, para
o psicótico nada se inscreve, não há inscrição que de conta do acontecimento,
então tudo permanece em branco. Quando se produz esse encontro o sujeito não
tem como responder. Sendo assim a psicose não tem como a neurose, uma
pré-história na neurose infantil, nem as etapas de desenvolvimento da doença
constituem uma história na psicose. Lacan afirma no seu Seminário, livro 3: as psicoses, a identidade entre o momento
prévio ao desencadeamento da psicose de Schreber, e seu estágio terminal, o
delírio. Para ele deve-se tomar a
"pré-psicose ao pé da letra" na medida em que representa esse momento
limite em que o sujeito chega à borda do vazio. Quando suas bengalas imaginárias
faltam, subitamente o sujeito produz o desencadeamento de seu surto.[19]
De uma concepção na qual a psicose se
apresenta como estrutura deficitária à respeito da neurose, falta de um
significante que inscreva o Nome-do-pai, Lacan realiza a passagem a outra
concepção da clínica na qual, justamente, o modelo é a psicose, e a neurose uma
forma mais de suplência. Na primeira concepção para que a psicose se
desencadeie “é preciso que o Nome-do-pai foracluído isto é, jamais advindo no
lugar do Outro, seja ai invocado em oposição simbólica ao sujeito”.[20] Na segunda concepção não se trata
mais de déficit, e nem do que faz suplência ou não à falta no Outro. Estamos agora na clínica diferencial das
psicoses e não mais no diagnóstico estrutural decorrente do déficit do Nome-do-pai de que falamos acima. Uma clínica continuista ou borromeana que se
caracteriza pela foraclusão generalizada e pelas suas diferentes formas de
suplência, a saber, os singulares arranjos que cada sujeito realiza com seu
gozo. [21]
Conclusões
Pensamos que as psicoses ordinárias não se confundem
com a pré-psicose mesmo que elas apresentem muitas vezes fenômenos que podem assinalar
uma pré-psicose como no caso que comentamos acima. Porque não se trata de nomear na teoria de outra maneira, algo que
já estava posto, ou seja, nomear de psicose ordinária a pré-psicose. Coincidimos
com Rômulo Ferreira da Silva quando fala que o termo psicose ordinária, “deve
referir-se a uma maneira específica de estruturação de certas psicoses que lhes
conferem essa denominação. Uma psicose, que de alguma maneira, podemos afirmar
que não se desencadeará”. [22]
Sabemos que a concepção de pré-psicose está sendo modificada entre nós, no
Campo freudiano, ou posta em questão a partir da formalização borromeana da
clínica estrutural. A clínica borromeana se tem mostrando mais eficaz para o diagnóstico
daqueles casos que fogem à regra, que não coincidem com as descrições clássicas
da psiquiatria e que por essa razão são designados como “raros”, “inclassificáveis”.
Nesses casos, como já falamos, alguns fenômenos elementares ou pré-psicóticos podem
não se manifestar.
Finalmente
consideramos que nos sintomas mais atuais, o que se observa é um tipo de desconexão
em relação ao Outro simbólico, uma precariedade do laço social ao Outro, ou uma
desamarração do sintoma que mantinha o laço com o Outro até então. Sem embargo
isso não nos leva a diagnosticar como psicose ordinária toda manifestação
sintomática desse tipo.
Bibliografia:
Freud, S. A perda da realidade na neurose e na psicose.
Lacan, J. ...........
Miller, J.-A La invención del delírio, em “El saber
delirante”.
_________Lacan e as psicoses em Matemas I
_________Clinica irônica em Matehmas I.
_________Clinica irônica
_________ La invencion dle
delirio.
_________ Curso orientação lacaniana,
SCILICET, Semblantes e sinthoma. VII Congresso AMP, Paris
2010. Editado por AMP/EBP. Verbetes: Paranóia, Psicose, Esquizofrenia; Sintoma
e Sinthoma; Restos sintomáticos; Psicose ordinária; Real; Todos loucos; Gozo; Furo
e vazio.
[1] Texto apresentado na
atividade da EBP- Rio, “Manhã de cartéis”, em 12 de junho de 2010. O texto
resume alguns aspectos da pesquisa realizada no cartel “Psicoses ordinária e
precariedade do enlaçamento com o Outro” inscrito na EBP- Rio (2008-2009).
[2] Miller, J. - A. Peças avulsas, curso de Orientação
lacaniana. In: Revista Opção Lacaniana. Números 44 e 45. São Paulo, 2005
[3] Miller, J.- A. A psicose.
In: Lacan Elucidado. Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 1998, p.63.
Conferencia de 10 de outubro de 1981 em São Paulo.
[4] Idem. Clínica irônica. In:
Mathemas I. Campo Freudiano no Brasil. Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro 1996.
P.190
[5] Lacan, J. Le Séminaire, livre III. Les psychoses. Seuil, Paris, 1981,
pp.94-95
[6] Miller. J. –A. El saber delirante. Editorial Paidós, Bs. As. 2005 p.126-127.
[7] Idem. Introdução ao Método
Analítico. In: Lacan Elucidado. Jorge Zahar Editor. Rio de Janeiro, 1997 p.280
[8] Lacan, J. Lacan pour Vincenns! Ornicar número 17-18, p.278, ano 1979
[9] Miller, J. - A. Curso de Orientação
lacaniana, III, 10, Tout le monde est
fou, 2007-2008, lição XVII.
[10] Gorostiza, L. Medir o
verdadeiro com o real. In: Boletim Eletrônico do Conselho da EBP, nº 61.
[11] International Journal of Psycho-
Analysis. 33: 454-456. Discussion of M. Katan's
Paper on Schreber's Hallucination
[12] Lacan cita M. Katan, no Le
Séminaire livre III. Les Psychoses, (p.229) a propósito dos
fenômenos que podem aparecer no que ele chama de período pré-psicótico.
[13] Miller, J. - A. Introdução
a um Discurso do Método Analítico. Seminário do Campo Freudiano, Terceira
Conferência. In: Lacan Elucidado. Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 1989.
[14] Jacques, L. “De uma questão preliminar a
todo tratamento possivel das psicoses”. In: Escritos, Jorge Zahar, Rio de
Janiero, 1989, p.584
[15] SILICET Semblantes e
Sinthoma. EBP, 2010. Psicose, p. 288-289
[16] Para Lacan a pré-psicose é uma psicose que
ainda não se desencadeou. O diagnóstico não é feito a partir de fenômenos
claramente psicóticos, mas de fenômenos chamados de franja, discretos. Ao se
basear nos estudos de G. G. De Clérambault, Lacan vai privilegiar os fenômenos
do automatismo mental.
[17] International Journal of Psycho-
Analysis, 1955. 33: 454-456. Discussion of M. Katan's
Paper on Schreber's Hallucination.
[18] Lacan, J. Le Séminaire, livre
III. Les Psychoses. Seuil, Paris, 1981, pp. 228-229
[19] Lacan em 1955 nomeia de
pré-psicose o momento em que antecede o abismo do desencadeamento, quando o
sujeito procura a compensação para a Verwerfung
do seu significante primordial. O sujeito poderá encontrar identificações que
atuem como ‘bengalas imaginárias’ o que vai lhe permitir sua estabilização.
Lacan utiliza o exemplo de um banquinho de três pés para falar deste momento
pré-psicótico em que o ser do sujeito se sustenta no apoio imaginário.
[20] Jacques, L. “De uma questão preliminar a
todo tratamento possivel das psicoses”. In: Escritos, Jorge Zahar, Rio de
Janiero, 1989, p.584
[21] SILICET Semblantes e
Sinthoma. EBP, 2010. Psicose, p. 288-289
[22] Ferreira da Silva, R. Conferencia:
Suplência e psicoses ordinárias. VI
Conversação Clinica - CLAC. Rio de Janeiro, 2008. (Inédita)
